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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Imprensa norte-americana afirma que Brasil vive epidemia de crack Imprensa norte-americana afirma que Brasil vive epidemia de crack


Diário da Manhã
Jairo Menezes
Em meio a preparativos do País para dois grandes eventos – Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016 –, Brasil se vê sujo em páginas de jornal norte-americano. Washington Post trouxe, na edição de quinta-feira, 27, reportagem sobre o crack no Brasil. Em tradução livre, o título "Cidades brasileiras são atingidas por epidemia do crack" mostra que ainda está longe de ser resolvida a problemática. A situação foi mostrada neste ano várias vezes, numa visão mais local, nas páginas do Diário da Manhã.
"De olhos vidrados, magérrimos e imundos, centenas de viciados emergiram de portas e vielas quando o anoitecer chegou ao outrora grandioso Bairro da Luz, no coração da cidade", descreve o repórter ao falar da área conhecida como Cracolândia, nas proximidades da 25 de Março, em São Paulo-SP. Ainda no texto, o repórter chegou a descrever a entrevista feita com um usuário identificado como Paulino, de 50. O viciado diz: "o craque é uma doença incurável. Eu preciso de crack no meu sangue. Meu vício é como uma serpente. Qual é a cura para uma serpente?”
Eloísa Arruda, secretária de Justiça do Estado de São Paulo, diz em entrevista ao jornal que o problema do crack no Brasil é similar ao que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1980. "Há um grande crescimento no uso do crack em público e as pessoas estão permanentemente nas ruas consumindo drogas dia e noite abastecidas por traficantes". A fala da secretária é contradita pela reportagem, quando relata haver “diferenças" entre as situações e alega que "a onda de crack nos EUA atingiu cidades que estavam em decadência, pegando comunidades menores", ao contrário do que acontece no Brasil. Enquanto os EUA optaram por prender os usuários em cadeias, no Brasil a questão é vista como um problema de saúde pública.
"A razão para rápida disseminação de crack aqui permanece difícil de identificar, mas os policiais falam do marketing agressivo usado por traficantes e do Brasil se tornar cada vez mais atraente para traficantes por causa das longas fronteiras com os três maiores produtores de cocaína", diz o jornal. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro também é visto como um dos motivos para o crescimento do uso de drogas no País, principalmente a cocaína. “Esse aumento é mais perceptível nas classes mais baixas”, disse Eloísa ao jornal norte-americano.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

SOCIEDADE - COMO FALAR AOS JOVENS SOBRE DROGAS



Nos dias de hoje, o adolescente recebe um bombardeio de informações através dos meios de comunicação, que o deixam inteirado de tudo o que se passa ao seu redor.
Ao se falar em droga, certamente vamos despertar sua curiosidade, que deve ser utilizada para a formação de conceitos sadios e exatos sobre as drogas e as desvantagens de seu uso.
Pais e professores, devem, através de orientação segura e sem nenhum alarme, criar a condição necessária para que o adolescente se torne refratário aos assédios de maus amigos e traficantes.
É na adolescência, ou pré-adolescência, que se deve dar maior destaque a um programa de caráter educativo preventivo.
Devemos observar que  que nesta fase se consegue o viciado certo de amanhã, nos dias de hoje, estão levando para o mundo das drogas meninos e meninas de até 9 anos, portanto, o quanto antes iniciarmos nossa conscientização, não estaremos cometendo exagero algum.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A FAMÍLIA É IMPORTANTE PARA O TRATAMENTO


Quanto a mim não tive a mesma sorte do filme "Quando um homem ama uma mulher"...
No meu caso tive mais ajuda da minha família de origem, pois enquanto estava me tratando em um hospital em Sorocaba, meu marido estava formando uma nova família em São Bernado do Campo. Tive que ser muito forte e se não fosse eu querer muito sair do alcoolismo e a experiência sobrenatural que tive com Deus eu não teria suportado tanta dor. Tive que sair do alcoolismo e conviver com a separação judicial que durou sete anos porque nós dois queríamos ficar com a guarda da nossa filha. Hoje tudo passou já estou sóbria há 26 anos, tenho uma filha linda já casada e muito   feliz com sua filhinha de um ano. Tudo passou... Minha filha foi criada longe de mim... Mas hoje somos amigas ela me compreendeu e nunca me acusou de nada... Pois sabia que eu estava muito doente... e que Deus me libertou e me deu vitória...
”Tudo Posso Naquele que me Fortalece”


um abraço a todos, Jussara

     A família é fundamental para o sucesso do tratamento da dependência química. Pensar que tudo se resolverá a partir de uma internação ou após algumas consultas médicas é uma armadilha que não polpa a mais sincera tentativa de tratamento.
A dependência é um problema que se estruturou aos poucos na vida da pessoa. Muitas vezes, levou anos para aparecer. Muitas coisas foram afetadas: o desempenho escolar, a eficiência no trabalho, a qualidade dos relacionamentos, o apoio da família, a confiança do patrão, o respeito dos empregados. Como esperar, então algo presente na vida de alguém há tempo e que lhe trouxe tantos comprometimentos desapareça de repente? Quem decide começar um tratamento se depara com os sintomas de desconforto da falta da droga e, além disso, com um futuro prejudicado pela falta de suporte, que o indivíduo perdeu ou deixou de adquirir ao longo da sua história de dependência.
Todos podem ajudar: o patrão, os amigos, os vizinhos, mas o suporte maior deve vir da família. As chances de sucesso do tratamento pioram muito quando a família não está por perto.
Veja porque a família é tão importante:
1.     O dependente muitas vezes não tem a noção completa da gravidade do seu estado. Por mais que deseje o tratamento, acha que as coisas serão mais fáceis do que imagina. Por conta disso, se expõe a situações de risco que podem levá-lo de volta ao consumo.
2.     O dependente sente a necessidade de “se testar”, expondo-se a situações de risco para ver o seu esforço está valendo a pena. A família deve ajudá-lo estabelecendo com o dependente regras que ajudem a afastá-lo da recaída. Todo o tratamento começa com um mapeamento dos fatores e locais de risco de recaída. A família deve ajudar o dependente a evitar esses locais. Isso não deve ser feito de modo policial. Não se trata de fiscalizar. Trata-se, sim, de chamá-lo à reflexão e a responsabilidade sempre que esse, sem perceber ou se testar se expuser ao risco da recaída.
3.     O dependente sente dificuldades em organizar novas rotinas para sua vida sem as drogas. O dependente de drogas precisa de apoio para superar as dificuldades e estabelecer um novo modo de vida sem drogas. Vários fatores interferem nessa tarefa. A pessoa pode estar fora do mercado de trabalho há muitos anos, desatualizada e sem contatos que lhe proporcionem voltar em curto prazo. Pode ter saído da escola muito jovem e agora está pouco qualificado para um bom emprego. Há dificuldade em se relacionar com as pessoas, aguentar as frustrações, saber esperar a hora certa para tomar a melhor atitude. A autocrítica do dependente por vezes é dura consigo mesmo. Deixa um clima depressivo e de fracasso no ar. Isso pode fazer com que os planos para o tratamento sejam deixados de lado.
A família no tratamento mostra que o diálogo ainda existe. A rotina da dependência química traz ressentimentos para todos. Muita roupa suja vai ser lavada. No entanto, é preciso entender que se trata de uma doença. Em um primeiro momento a motivação do dependente para a mudança e do apoio da família para mantê-lo motivado são importantíssimos. Isso demonstra que a família ainda é capaz de se unir, conversar e resolver seus problemas. Quando o momento de ir para o tanque chegar, todos estarão fortalecidos e o assunto será tratado com mais ponderação e menos emoção.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Técnica combate abstinência de dependentes de cocaína

               Em minha opinião tudo é válido para se ver livre das drogas seja lá qual for a droga, o que não se pode deixar é o dependente químico se afundar mais e mais podendo chegar até a morte... Devemos tentar um tratamento novo e até mesmo uma internação compulsória, se os parentes esperarem o dependente querer se tratar, em alguns casos isto nunca irá acontecer, sei de mães que chamaram ambulância e reforço policial em suas casas, a cena foi muito triste e pesada de se ver, mas graças a Deus deu certo e eles se livraram da dependência das drogas. 


Leiam abaixo este artigo com um novo tratamento, se você tiver condições porque não tentar?

um abraço a todos. Aguardem em breve o lançamento do meu segundo livro...
"ALCOOLISMO FEMININO"

Jussara Antunes 

Cientistas brasileiros deram um passo importantíssimo na luta contra a dependência química. Veja informações sobre como participar da pesquisa. Alan SeverianoSão Paulo

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/06/tecnica-combate-abstinencia-de-dependentes-de-cocaina.html


Pesquisadores brasileiros deram um passo importantíssimo na luta contra a dependência química. Eles desenvolveram uma técnica para curar os sintomas da abstinência em quem tenta largar o vício da cocaína. Nos testes, esse novo método teve resultados surpreendentes.
Uma touca na cabeça, 20 sessões de 12 minutos ao lado de uma máquina. Quando topou o tratamento experimental, o cabeleireiro usava 5 gramas de cocaína por dia, já tinha tomado remédios e passado por duas clínicas de reabilitação.

“Não conseguia ficar nem um dia sem. A vontade de usar era muito grande. Era equivalente a você estar com sede, muita sede, e querer tomar água”, disse o cabeleireiro.

Ele e outros 24 usuários da droga foram submetidos no instituto de psiquiatria da USP à estimulação magnética transcraniana. Uma técnica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento da depressão.

A máquina gera um campo magnético. No cérebro do dependente de cocaína, ele ativa as áreas responsáveis pelo poder de decisão e pela sensação de saciedade, que ficam comprometidas quando o dependente sente falta da droga.

“O campo magnético faz com que o paciente volte a ter capacidade de decidir em relação ao uso dele, e escolher, e não usar”, afirmou Philip Ribeiro, pesquisador Instituto Psiquiatria USP.

O estudo, o primeiro do mundo de caráter científico a analisar os efeitos da estimulação magnética em dependentes de cocaína, foi bem recebido em congressos internacionais de psiquiatria. Em 80% dos pacientes, houve redução da fissura, o desejo de usar a droga, e também do consumo de cocaína.

Exames de urina comprovaram a mudança de comportamento. O cabeleireiro conseguiu se livrar do vício.

“Hoje em dia eu não tenho vontade nenhuma, não sinto a menor vontade de fazer uso da cocaína nem de nenhum tipo de droga”, revelou o cabeleireiro.

Os pesquisadores dizem que novos estudos são necessários e que é preciso aliar o tratamento a outras terapias para evitar recaídas.

Agora, eles querem repetir a experiência com usuários de crack. Mas fazem uma ressalva: apesar de promissor, o tratamento não consegue reverter um dos efeitos mais dramáticos das drogas.

“A droga precocemente leva a lesões no sistema nervoso, então a capacidade cognitiva, de raciocínio, não se recuperou. Melhora em tudo, menos nisso”, explicou Marco Antonio Marcolin, orientador da pesquisa.
O tratamento pode provocar dor de cabeça e tontura, e não é indicado para quem usa marcapasso ou é epilético.
Há vagas para dependentes que quiserem participar da segunda fase da pesquisa, no Instituto de Psiquiatria da USP. 



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

DELIRIUM TREMENS - ( Livro Vencendo o Alcoolismo, JUSSARA 2007)



“Havia um velho de olhar esgazeado, pulando ao redor, de todas as maneiras, e gritando a respeito de serpentes. Ele dizia que elas lhe subiam pelas pernas; depois dava um pulo e um grito, e dizia que uma o tinha mordido no rosto, mas eu não a podia ver. Ele começava a correr ao redor da cabana, gritando: ‘Tire-a fora, ela está mordendo meu pescoço!’.
  Nunca vi um homem com os olhos tão assustados.  Logo depois ele ficou esgotado e caiu, resfolegando;  em seguida rolou de um lado para o  outro com incrível velocidade, chutando coisas e tudo que havia no caminho, e dando golpes e agarrando o ar com as mãos,  gritando e dizendo que os demônios o tinham prendido.  Aos poucos foi-se esgotando, permaneceu quieto, embora gemendo; depois  ficou deitado,  mas quieto,  não produzindo um som sequer.  Eu podia ouvir as corujas e os lobos lá fora, nos bosques, e parecia reinar um silêncio terrível.  Ele estava deitado em um canto, aos poucos ergueu-se e escutou, inclinando a cabeça para um lado; disse muito baixinho: ‘Tac, tac , tac, são os mortos; tac, tac, tac, estão vindo me buscar,  mas eu não irei;  oh,  eles estão aqui!  Não me toquem,  não me toquem,  tirem essas mãos,  elas estão frias!  Larguem-me! Oh,  deixem um  pobre diabo sossegado!’. Depois ele se pôs de quatro e se arrastou, pedindo-lhes para que o deixassem sossegado;  enrolou-se no cobertor  e ficou debaixo da velha mesa de pinho,  ainda pedindo, e começou a chorar.”  (James R. Milam e Katherine Ketcham).
E essa foi uma grande realidade em minha vida, porque também vivi esses momentos de delírio.  Uma vez na casa da minha mãe passei noites sem dormir porque escutava batucadas,  e os mortos diziam que viriam me buscar,  e eu não dormia porque temia que eles viessem.  Meu marido me dizia que era mentira,  que eles não viriam,  mas eu tinha muito medo de fechar os  olhos e  ficava ali até amanhecer, temendo que viessem  me buscar. 

EM BREVE LIVRO ALCOOLISMO FEMININO DE JUSSARA ANTUNES...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SP: governo anuncia internação compulsória de viciados em crack

Jornal Nacional
Equipes de abordagem vão identificar os usuários em situação mais grave e levá-los para um centro de referência. A internação compulsória é prevista em lei, desde que haja atestado médico e autorização da Justiça.
O governo de São Paulo anunciou um programa de internação de dependentes químicos para tratamento, mesmo contra a vontade deles. A internação compulsória é prevista em lei, desde que haja atestado médico e autorização da Justiça.
Ela fez 34 anos nessa quinta-feira (3), mas, consumindo até 20 pedras de crack por dia, o tempo passou mais rápido.
“No estado que estou, me sinto como se tivesse 50. Eu estou acabada”, diz a mulher.
Faz três anos que a auxiliar de enfermagem, mãe de dois filhos, se envolveu com o crack. Ela resiste a se tratar.
“Tenho medo da reação, dos medicamentos que eles dão”, revela.
Entre as centenas de dependentes de crack que ocupam as ruas de São Paulo, muitos desistiram do tratamento. Outros nem aceitaram ser internados. Diante desse cenário que se arrasta há décadas, o governo resolveu mudar de estratégia e internar os mais debilitados, mesmo contra a vontade deles.
Equipes de abordagem vão identificar os usuários em situação mais grave. Eles serão levados a um centro de referência perto da cracolândia. Lá, vão ser avaliados por médicos. A equipe terá ainda advogados, promotores e juízes que vão decidir sobre a internação.
“A internação grave é indicada quando a pessoa está em risco de vida ou colocando alguém em risco de vida. Quando você tem esta equipe de profissionais juntos, a fluidez do processo é muito maior, além da gente criar um olhar diferente para esta situação”, explica Rosângela Elias, coordenadora da Secretaria de Saúde de São Paulo.
Para o psicanalista Antônio Sergio Gonçalves, a medida não pode ser isolada.
“Esse processo de degradação leva anos, é gradual e progressivo. Agora não dá para responder uma questão social simplesmente reprimindo a questão da droga. Uma ação só dá saúde ou apenas da polícia não basta. É preciso envolver respostas, por exemplo, como a questão de moradia e a questão de geração de renda, trabalho”, defende.
O juiz da Infância e Juventude, Antonio Carlos Malheiros, é a favor da internação contra a vontade em casos extremos, mas faz uma ressalva.
“Não pode ser uma medida higienista de se procurar limpar o centro da cidade apenas, de pessoas tidas por grande parte da sociedade como indesejáveis. Há que se ter muita cautela, muito cuidado e, acima de tudo, muita solidariedade com essas pessoas que não tem absolutamente mais nada e nem respeito por si próprias”, opina.
“Na rua me sinto um lixo. Estou me sentindo no fim da vida”, declara um dependente.
Viciado há 11 anos, o homem aceitou nesta sexta-feira (4) o convite de uma igreja. Ela oferece banho, comida, corte de cabelo e muita conversa para criar uma relação de confiança com os dependentes. Quem aceita é levado para tratamento. Um caminho que o pedreiro resolveu seguir hoje.
“Não adianta querer sozinho, com as próprias forças, que não vai conseguir. Tem que se afastar para depois conseguir se manter em pé”, encoraja.