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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Realidades do Alcoolismo

 REALIDADES DO ALCOOLISMO
        “Cada alma humana é digna de ser salva; mas, se tiver de ser feita a escolha, os bêbados são a última classe a se tratar...  (De “Drunkenness,  not a disease”, de  J. E. Todd, 1882).

1. Os efeitos farmacológicos do álcool modificam-se com a quantidade ingerida. Em pequenas quantidades, o álcool é um estimulante.  Em grandes quantidades,  atua como um sedativo.
2. O álcool,  assim como qualquer outro alimento que ingerimos,  afeta pessoas diferentes de maneiras diferentes.
3. O álcool é uma droga seletivamente viciante;  cria dependência em apenas uma minoria dos seus usuários, ou sejam, os alcoolistas. A maioria das pessoas pode beber ocasionalmente, diariamente e até em grandes quantidades,  sem criar dependência; outras (os alcoolistas) se tornarão dependentes,  não importando a quantidade que bebam.
4. O álcool é um agente normalizador e o melhor remédio para a dor que cria, dando ao alcoolista energia, estimulação e alívio da dor da abstinência. É nocivo e venenoso em seus efeitos posteriores, que são mais evidentes quando o alcoolista pára de beber.
5. O alcoolismo erode e enfraquece a capacidade do alcoolista de enfrentar os problemas normais da vida. Além  disso as emoções do alcoolista se tornam inflamadas,  tanto quando ele bebe excessivamente  como quando ele pára de beber.  Assim, quer beba quer se abstenha,  sentir-se-á irado, temeroso e deprimido em graus exagerados.
6. O efeito do álcool no encéfalo causa sérias distorções psicológicas e emocionais da personalidade normal. A sobriedade revela a verdadeira personalidade do alcoolista.
7. O dano físico causado por anos de beber excessivo não foi completamente invertido;  na verdade,  os alcoolistas ainda estão doentes e precisam de terapia mais efetiva.
8. Muitos bebedores responsáveis tornam-se alcoolistas. Depois, porque é da natureza da moléstia, não da pessoa, eles começam a beber irresponsavelmente.
9. A maioria dos alcoolistas não deseja auxílio. São pessoas doentes, incapazes de pensar racionalmente e de abandonar o álcool por si próprias.  A maioria dos alcoolistas recuperados foi forçada a tratamento contra sua vontade. A  auto-motivação geralmente ocorre durante o tratamento,  não antes.
10. Os alcoolistas jamais podem voltar a beber com segurança, porque a bebida, em qualquer quantidade,  mais cedo ou mais tarde reativará sua dependência.
11. A psicoterapia desvia a atenção das causas físicas da moléstia, aumenta a culpa e a vergonha dos alcoolistas,  e mais agrava do que alivia seus problemas.
12. Os alimentos com  alto teor de açúcar aumentam a depressão, irritabilidade e tensão do alcoolista e intensificam seu desejo de beber para aliviar os sintomas.
13. As necessidades de nutrição dos alcoolistas são apenas parcialmente atendidas por uma dieta equilibrada. Eles também necessitam de suprimentos de vitaminas e minerais para corrigir quaisquer deficiências e manter o equilíbrio da nutrição.
14. Os tranqüilizantes e sedativos são úteis somente durante o período agudo de desintoxicação.  Após esse período, essas drogas substitutas são destrutivas e, em muitos casos, mortais para os alcoolistas.
15. O álcool é a única droga que pode ser classificada como alimento. Rico em calorias e sendo uma fonte poderosa de energia para o corpo,  o álcool é usado pelas células  no desempenho de suas funções complicadas. Contudo, ao contrário da maioria dos alimentos,  o álcool contém quantidades desprezíveis de vitaminas e minerais e contribui pouco ou nada para os requisitos de nutrição das células.  Em resultado, o beber demasiado e contínuo leva inevitavelmente à desnutrição.
16. Talvez a propriedade mais surpreendente do álcool seja uma capacidade de aliviar a aflição que cria de início. Um alcoolista que sofre de síndrome de abstinência tem apenas uma prioridade: álcool.
17. Um alcoolista desnutrido não quer alimento, quer álcool.  Os alcoolistas bebem porque isso os faz sentirem-se bem. Somente quando param de beber é que sentem o pleno efeito das destruições do álcool no corpo.
18. O entendimento da moléstia do alcoolismo precisa começar com um entendimento da substância álcool  – uma combinação química, droga e alimento, capaz de criar tanto extraordinário prazer quanto dor extraordinária.

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