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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Palestras


Palestras
        Segundo a Organização Mundial de Saúde a Dependência Química é uma doença (CID 10) incurável, progressiva e de fins fatais levando o individuo a loucura ou a morte prematura.
        Itajubá é uma cidade universitária e empresarial com muitas empresas, faculdades e escolas, onde  trabalham e freqüentam um grande número de jovens, inclusive de outras cidades.
        Esta cidade possui aproximadamente cem mil habitantes, sendo que mais de 40% do total são jovens entre 15 e 25 anos, dos quais muitos são freqüentadores de bares, boates, enfim, ambientes que favorecem o conhecimento e, posteriormente, o uso de bebidas alcoólicas e drogas. Somado a este fator está à questão de que Itajubá não oferece possibilidades de lazer, a não ser os bares que representam parcela significativa do comércio Itajubense. Principalmente por estes fatores, Itajubá tem se mostrado uma cidade com alto índice de vítimas do alcoolismo e das drogas.
As repercussões deste problema causam:

  • Decréscimo da produção no trabalho
  • Prejuízo no rendimento escolar, considerando o aluno alcoolista e, também, o filho que sofre as influências de um pai ou mãe alcoolista.
  • Acidentes diversos
  • Intoxicação no local de trabalho
  • Absenteísmo
  • Crimes violentos
  • Roubos e furtos

        Por esse motivo, o GRUPO VIDA que pertence a COMUNIDADE DE APOIO E AÇÃO SOCIAL - COAS vem propor um plano de apoio às escolas e empresas  para superação do alcoolismo entre seus alunos e funcionários.

Os doze passos dos Alcoolicos


OS DOZE PASSOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Os doze passos consistem em princípios espirituais que podem ajudar a retirar a compulsão pela bebida.

Primeiro Passo
Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.”
         Quem gosta de admitir a derrota total? A admissão da impotência é o primeiro passo para a libertação; o próprio Senhor Jesus perguntou ao cego:  “Que queres que eu te faça?   Parecia claro nesta passagem que o cego queria enxergar, mas será que aquela situação de viver como cego não estaria cômoda para ele? Afinal ele como cego poderia pedir esmolas e não precisava trabalhar.   Será que você admite sua derrota total? Você admite que você sozinho não consegue controlar o álcool? Que você precisa da ajuda de Deus, e que só Ele pode lhe dar forças para se libertar das garras do álcool?
         Ou viver assim como você está vivendo está cômodo demais para você? Afinal sua esposa ou seu esposo estão trabalhando e assumindo todas as suas responsabilidades, e você acha melhor deixar como está porque afinal de contas parar de beber e assumir sua vida é muito difícil para você, e é mais fácil tomar mais um gole e deixar como está. É necessário ter humildade para alcançar a sobriedade; não espere chegar ao fundo do poço.
Será que ele queria mesmo enxergar e ter que enfrentar os desafios da vida, e a vida não é fácil para ninguém, por isso Jesus lhe fez essa pergunta? E hoje você,  alcoolista,  que está lendo este livro?

Segundo Passo
“Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos a sanidade.”
         O alcoolista faz do álcool o seu deus supremo; para alcançar a sobriedade é necessário tirar a droga álcool e colocar Deus no lugar, pois “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

Terceiro Passo
“Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que o concebíamos.”
         “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz  e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20).

Quarto Passo
“Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.”
         O quarto passo é o começo de uma prática que durará a vida toda. Sintomas comuns da insegurança emocional são a preocupação, o rancor, a auto-piedade e a depressão. O inventário revisa as relações. A importância da minuciosidade.

Quinto Passo
“Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.”
         O quinto passo  é difícil, porém necessário à sobriedade e à paz de espirito. É o começo da verdadeira afinidade com o homem e com Deus. Perde-se a sensação de isolamento; recebe-se e se dá perdão, aprende-se a humildade; alcançam-se a honestidade e a realidade a respeito de nós mesmos.
         Gostaria de ressaltar aqui que o pedido de perdão deve ser feito pessoalmente, porque no meu caso, como eu estava morando em Itajubá, eu escrevi uma carta para meu ex-marido e minha sogra pedindo perdão por tudo que tinha acontecido e admitindo as minhas falhas; e eles encaminharam estas cartas para o processo em que  eu pleiteava a guarda da minha filha, e isso me prejudicou um pouco.

Sexto Passo
“Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.”
         Estar pronto é de suma importância. A necessidade de tomar medidas. A demora é perigosa. A rebelião pode ser fatal, é quando  abandonamos os objetivos limitados e  nos encaminhamos para a vontade de Deus para conosco.

Sétimo Passo
“Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.”
         Que é a humildade? Que pode significar para nós? O largo caminho rumo à verdadeira liberdade do espirito humano. Uma ajuda indispensável à sobriedade. O valor do esvaziamento do ego. A força que vem da debilidade.
         O sétimo passo é a modificação da atitude que permite que nos transportemos em direção a Deus.

Oitavo Passo
“Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.”
         O oitavo passo é o começo do fim do isolamento.

Nono Passo

“Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.”
         “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
         Ter mente tranqüila é o primeiro requisito para poder julgar acertadamente.
         A disposição de arcar com as conseqüências do nosso passado e de nos responsabilizarmos pelo bem-estar dos outros é o espirito do Nono Passo.

Décimo Passo
“Continuamos fazendo o inventário pessoal e,  quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.”
         Admita, aceite e corrija, pacientemente, os defeitos. A ressaca emocional, o rancor, os ressentimentos, o ciúme, a inveja, a autopiedade, o orgulho ferido    todos levaram à garrafa. O autocontrole é o primeiro objetivo seguro contra a mania de grandeza. Olhamos tanto as qualidades quanto as deficiências. Exame dos motivos.

Décimo primeiro Passo
“Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.”
         Pedidos diários para compreender a vontade de Deus e para receber a graça a fim de pô-la em prática. São indiscutíveis os resultados efetivos da oração. As recompensas da meditação e da oração.

Décimo segundo Passo
“Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoolistas e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
         A alegria de viver é o tema do Décimo segundo Passo. Sua chave é a oração. O dar que não pede recompensa; lembre-se de que Deus mudou a sorte  de Jó, quando este orava pelos seus amigos. O amor que não tem preço. Os instintos passam a ter seus verdadeiros objetivos.
         A compreensão é a chave das atitudes corretas, e a ação correta é a chave para viver bem.

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”  (Romanos 8:1).

Características do co-dependente

Características  do co-dependente
(segundo Melody Beattie)

Oração da serenidade
          Deus,  dê-me serenidade
  Para aceitar as coisas que não posso mudar;
          Coragem para mudar as coisas que posso mudar;
  E sabedoria para distinguir a diferença.


Muitos especialistas dizem que o primeiro passo para a cura do co-dependente é a conscientização. O segundo passo é a aceitação. Estas características foram compiladas do material do curso que fiz sobre Dependência Química.

TOMAR CONTA
O co-dependente pode:
·         sentir-se responsável por outra(s) pessoa(s), pelos sentimentos, ações, escolhas, desejos, necessidades, bem-estar, falta de bem-estar, e até pelo destino dessa(s) pessoa(s)
·         sente-se forçado a ajudar a pessoa a resolverem aquele problema, seja dando conselhos que não foram pedidos, ou equilibrando emoções
·         sentir ansiedade, pena e culpa quando a outra pessoa tem um problema
·         sentir raiva quando sua ajuda não é suficiente
·         antecipar as necessidades da outra pessoa
·         dizer sim quando quer dizer não
·         dizer a si mesmo que o que quer ou necessita não é importante
·         tentar agradar aos outros ao invés de a si mesmo
·         sentir-se seguro quando dá de si
·         sentir-se inseguro e culpado quando alguém lhes dá alguma coisa.
·         sentir-se atraído por pessoas carentes
·         sentir-se aborrecido, vazio e sem sentido se não tiver alguma crise em sua vida, um problema para resolver ou alguém para ajudar
·         sentir-se oprimido e pressionado
·         culpar outras pessoas pela situação em que ele mesmo está
·         achar que a outra pessoa o está levando à loucura

BAIXA AUTO-ESTIMA
 O co-dependente tende a:
·         vir de família problemática, reprimida, ou anormal
·         culpar a si mesmo por tudo
·         sentir-se diferente do resto do mundo
·         achar que não é bom o bastante
·         dizer a si mesmo que não consegue fazer nada certo
·         ter medo de cometer erros
·         sentir-se envergonhado de quem é
·         achar que sua vida não vale a pena
·         achar que as coisas boas nunca lhe acontecem
·         tentar provar que é bom o bastante para outras pessoas
·         contentar-se apenas em ser necessário a outros
 NEGAÇÃO
O co-dependente tende a:

·         ignorar ou fingir que os problemas não estão acontecendo (quando contei ao meu marido que eu era uma alcoolista ele não acreditou; eu disse que estava bebendo muito e bebia escondido dele, e que eu estava precisando de um tratamento; ele falou que aquilo era besteira e que eu não era alcoolista coisa nenhuma, e que eu estava colocando minhoca na cabeça.  Proibiu-me de freqüentar reuniões de Alcoólicos Anônimos em São Paulo, quando eu ainda estava no começo do alcoolismo.)
·         fingir que as situações não são tão más como realmente são
·         dizer a si mesmo que amanhã as coisas melhorarão
·         ocupar-se para não pensar sobre tais coisas
·         tornar-se viciado em trabalho
·         ficar confuso
·         acreditar em mentiras
·         mentir para si mesmo

FALTA DE COMUNICAÇÃO
O co-dependente freqüentemente

·         culpa
·         ameaça
·         coage
·         implora
·         suborna
·         dá conselhos
·         não diz o que quer
·         leva-se a sério demais
·         acha difícil chegar ao ponto principal
·         diz que nada é por culpa sua
·         mente para proteger e acobertar as pessoas que ama
·         mente para proteger a si mesmo

RAIVA
·         sente-se muito medroso, magoado e raivoso
·         tem medo da própria raiva
·         acha que as outras pessoas o fazem ficar com raiva
·         faz coisas más e sórdidas para se vingar, tem explosões de temperamento

Os efeitos do álcool


Estômago: alteração da absorção gástrica; o organismo não se abastece de vitaminas e sais minerais; inflamações como a gastrofagite, varizes no estômago, câncer.
Fígado: desequilíbrio das funções hepáticas, embriaguez com pequenas drogas; hepatite, cirrose, câncer.
Pâncreas:   pancreatite,   necrohemorragia, diabetes,  cavidades.
Sistema circulatório:   arteriosclerose, anemia.
Coração: insuficiência cardíaca
Pulmões: fungos, abcessos, pneumonia, tuberculose.
Sistema Imunológico: carência de vitaminas B12, B6 e B2 e de ferro; baixa  resistência a agentes agressores externos.
Olhos: visão dupla; cegueira por falta de vitamina A.
Sistema ósseo: enfraquecimento por falta de vitamina D;  maior possibilidade de fraturas.
Sistema nervoso central: degeneração e destruição das células cerebrais; crises convulsivas;  demência;  morte.
Pernas: atrofia muscular.
Vida sexual: enfraquecimento dos espermatozóides, atrofia testicular, esterilidade, impotência.
Comportamento: perda de interesse a tudo o que não seja bebida: família, trabalho, alimentação, aparência, dinheiro, etc.
Síndrome de Abstinência: células se ressentem da falta de álcool; tremores, náuseas e vômitos na ausência da bebida; insônia; delírios (delirium tremens).  
                               
O  Dr. Robert Fleming, um dos líderes da Organização Mundial de Saúde,  diz: “A maioria dos alcoolistas não são casos psiquiátricos”.
        A conclusão de um relatório de 56 páginas, da Organização Mundial de Saúde, diz:
        “Primeiro:  ninguém é imune ao alcoolismo. Segundo:   a única solução é a abstinência total”.  O relatório inicia-se com esta afirmativa: “O álcool é veneno para o sistema nervoso. Por ser solúvel na água e na gordura, ele invade as células nervosas. A pessoa pode tornar-se alcoolista sem jamais mostrar sintomas de bebedice.”
A conclusão de estudos realizados pelo Dr. Edwin H. Sutherland, da Universidade de Indiana,  foi semelhante: “O alcoolista pode ser um tipo triste ou alegre, introvertido ou extrovertido. Em resumo, pode ser qualquer pessoa.”
        Concluímos que o alcoolismo começa com pequenos aperitivos sociais, e não com um problema de personalidade. Para compreendermos esta verdade, precisamos compenetrar-nos de que todas as bebidas alcoólicas: vinho, cerveja, uísque, contêm álcool etílico, uma droga que vicia.
A bebida alcoólica, conforme Frederico Rogério Colares de Vasconcelos:
        “Num contexto real, o álcool mata mais gente, leva muito mais gente à loucura do que qualquer uma das drogas que nos amedrontam tanto. É preciso  portanto denunciar a hipocrisia de uma sociedade que tolera e mesmo encoraja o  uso de álcool, mesmo sabendo que os problemas de escravidão, de dependência física ou psicológica são quase os mesmos para o toxicômano e para o alcoolista.”

Hereditariedade


    HEREDITARIEDADE

As provas acumuladas indicam claramente que o alcoolismo é hereditário. Contudo, muitos profissionais e pesquisadores relutam em aceitar a hereditariedade como uma causa importante do alcoolismo, em parte  porque comprometidos com a concepção errônea de que o alcoolismo é causado por fatores sociais, culturais e psicológicos. 
Os genes podem influenciar a reação do alcoolista ao álcool,  admitem esses profissionais; mas poderão explicar cada nuança do comportamento do alcoolista?  Que dizer de seus problemas pessoais, inclusive aborrecimentos no matrimônio, dificuldades financeiras, inseguranças emocionais e a recusa beligerante em parar de beber?  As pessoas não herdam problemas funcionais ou inorgânicos ou psicológicos;  por conseguinte, se esses problemas são a causa do alcoolismo, como muitos insistem, obviamente  então o alcoolismo não pode ser hereditário.
Uma vez mais, as conseqüências do alcoolismo são confundidas com as causas.  O peso da evidência liga claramente  o alcoolismo à hereditariedade. Em um estudo recente o psiquiatra e pesquisador Donald Goodwin corrobora fortemente a posição de que o alcoolismo é de fato  passado dos pais para os filhos por intermédio dos genes. Goodwin foi capaz de desligar influências hereditárias  de influências ambientais, estudando filhos de alcoolistas que foram separados dos pais ao nascer e adotados por não parentes. Ele postulou que,  se o alcoolismo fosse realmente herdado, essas crianças teriam uma alta taxa de alcoolismo, ainda que não vivessem com o pai biológico alcoolista.
Goodwin constatou que os filhos de alcoolistas têm realmente um risco muito mais elevado de se tornarem alcoolistas  – quatro vezes mais do que os não alcoolistas,  apesar de serem subtraídos aos pais alcoolistas a partir das primeiras semanas de vida. É também provável que desenvolvam  a moléstia mais cedo na vida, usualmente antes dos 30 anos.  Os filhos de pais não alcoolistas,  por outro lado, apresentam taxas relativamente baixas de alcoolismo, mesmo quando criados por pais adotivos alcoolistas.

Realidades do Alcoolismo

 REALIDADES DO ALCOOLISMO
        “Cada alma humana é digna de ser salva; mas, se tiver de ser feita a escolha, os bêbados são a última classe a se tratar...  (De “Drunkenness,  not a disease”, de  J. E. Todd, 1882).

1. Os efeitos farmacológicos do álcool modificam-se com a quantidade ingerida. Em pequenas quantidades, o álcool é um estimulante.  Em grandes quantidades,  atua como um sedativo.
2. O álcool,  assim como qualquer outro alimento que ingerimos,  afeta pessoas diferentes de maneiras diferentes.
3. O álcool é uma droga seletivamente viciante;  cria dependência em apenas uma minoria dos seus usuários, ou sejam, os alcoolistas. A maioria das pessoas pode beber ocasionalmente, diariamente e até em grandes quantidades,  sem criar dependência; outras (os alcoolistas) se tornarão dependentes,  não importando a quantidade que bebam.
4. O álcool é um agente normalizador e o melhor remédio para a dor que cria, dando ao alcoolista energia, estimulação e alívio da dor da abstinência. É nocivo e venenoso em seus efeitos posteriores, que são mais evidentes quando o alcoolista pára de beber.
5. O alcoolismo erode e enfraquece a capacidade do alcoolista de enfrentar os problemas normais da vida. Além  disso as emoções do alcoolista se tornam inflamadas,  tanto quando ele bebe excessivamente  como quando ele pára de beber.  Assim, quer beba quer se abstenha,  sentir-se-á irado, temeroso e deprimido em graus exagerados.
6. O efeito do álcool no encéfalo causa sérias distorções psicológicas e emocionais da personalidade normal. A sobriedade revela a verdadeira personalidade do alcoolista.
7. O dano físico causado por anos de beber excessivo não foi completamente invertido;  na verdade,  os alcoolistas ainda estão doentes e precisam de terapia mais efetiva.
8. Muitos bebedores responsáveis tornam-se alcoolistas. Depois, porque é da natureza da moléstia, não da pessoa, eles começam a beber irresponsavelmente.
9. A maioria dos alcoolistas não deseja auxílio. São pessoas doentes, incapazes de pensar racionalmente e de abandonar o álcool por si próprias.  A maioria dos alcoolistas recuperados foi forçada a tratamento contra sua vontade. A  auto-motivação geralmente ocorre durante o tratamento,  não antes.
10. Os alcoolistas jamais podem voltar a beber com segurança, porque a bebida, em qualquer quantidade,  mais cedo ou mais tarde reativará sua dependência.
11. A psicoterapia desvia a atenção das causas físicas da moléstia, aumenta a culpa e a vergonha dos alcoolistas,  e mais agrava do que alivia seus problemas.
12. Os alimentos com  alto teor de açúcar aumentam a depressão, irritabilidade e tensão do alcoolista e intensificam seu desejo de beber para aliviar os sintomas.
13. As necessidades de nutrição dos alcoolistas são apenas parcialmente atendidas por uma dieta equilibrada. Eles também necessitam de suprimentos de vitaminas e minerais para corrigir quaisquer deficiências e manter o equilíbrio da nutrição.
14. Os tranqüilizantes e sedativos são úteis somente durante o período agudo de desintoxicação.  Após esse período, essas drogas substitutas são destrutivas e, em muitos casos, mortais para os alcoolistas.
15. O álcool é a única droga que pode ser classificada como alimento. Rico em calorias e sendo uma fonte poderosa de energia para o corpo,  o álcool é usado pelas células  no desempenho de suas funções complicadas. Contudo, ao contrário da maioria dos alimentos,  o álcool contém quantidades desprezíveis de vitaminas e minerais e contribui pouco ou nada para os requisitos de nutrição das células.  Em resultado, o beber demasiado e contínuo leva inevitavelmente à desnutrição.
16. Talvez a propriedade mais surpreendente do álcool seja uma capacidade de aliviar a aflição que cria de início. Um alcoolista que sofre de síndrome de abstinência tem apenas uma prioridade: álcool.
17. Um alcoolista desnutrido não quer alimento, quer álcool.  Os alcoolistas bebem porque isso os faz sentirem-se bem. Somente quando param de beber é que sentem o pleno efeito das destruições do álcool no corpo.
18. O entendimento da moléstia do alcoolismo precisa começar com um entendimento da substância álcool  – uma combinação química, droga e alimento, capaz de criar tanto extraordinário prazer quanto dor extraordinária.