Translate

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dependentes da dependência



Familiares podem alimentar a dependência química de seus membros sem mesmo saber disso, apenas para - emocionalmente - esconder as próprias psicopatologias e conflitos existenciais.


Por José Antonio Mariano
O dependente químico é a lata de lixo da família. Por mais contundente e até irresponsável que pareça essa afirmação, ela confirma uma realidade que é percebida, na esmagadora maioria das vezes, quando a dependência química (DQ) se instala no lar. Como tudo conflui para a “cura” do dependente, toda a dinâmica da família se ajusta a esta demanda. Sobressaem, desse modo, as fugas, as revelações de incompletudes, frustrações, autopiedade, sensações de finitude e desvalorização no que pode ser chamado “Self familiar”. Há rasgos de “vazios emocionais”, caracterizados pela desrealização, despersonalização dos membros, e toda a agenda das pessoas da casa se modifica. Revolta e medo predominam. Entretanto, nenhum desses aspectos essenciais desta disfuncionalidade familiar é bem observado, porque são camuflados pelo sentimento de que o dependente está sendo acompanhado em sua doença e pela idéia de que a família luta com desespero para tirá-lo dessa condição. É a Co-dependência em ação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário