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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Os 12 passos e a recuperação.
Os 12 passos e a recuperação.
Primeiro passo
O alcoolista é impotente diante do álcool.
O familiar é impotente diante do seu adicto..., e, além disso, eu (alcoólatra, adicto ou familiar) tenho que perceber que sou impotente não somente diante das coisas, mas também diante da minha família, diante o trânsito, diante dos preços, diante da outra pessoa que trabalha comigo...
Então nesse primeiro passo nós temos que de alguma forma eliminar os mecanismos de defesa.
E que mecanismos são estes? São mecanismos que protegem o nosso eu, porque enquanto o familiar não fizer o primeiro passo, enquanto o adicto, alcoólico não fizer o primeiro passo, o que vai acontecer? Ele vai sempre se perguntar: Onde foi que eu errei para que isso começasse comigo? Onde foi que eu errei para que eu tivesse um familiar usuário de álcool e outras drogas? Onde foi que eu errei? E na realidade não houve erro nenhum.
Não é uma sem-vergonhice, a sem-vergonhice não trás síndrome de abstinência, eu nunca vi ninguém por sem-vergonhice entrar em delirium tremes, eu nunca vi por sem-vergonhice alguém entrar num quadro compulsivo, então é uma doença física, uma doença mental de fundo emocional, e é uma doença de relacionamento, que dentro dos grupos nós chamamos de doença espiritual.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Dependentes da dependência
Familiares podem alimentar a dependência química de seus membros sem mesmo saber disso, apenas para - emocionalmente - esconder as próprias psicopatologias e conflitos existenciais.
Por José Antonio Mariano
O dependente químico é a lata de lixo da família. Por mais contundente e até irresponsável que pareça essa afirmação, ela confirma uma realidade que é percebida, na esmagadora maioria das vezes, quando a dependência química (DQ) se instala no lar. Como tudo conflui para a “cura” do dependente, toda a dinâmica da família se ajusta a esta demanda. Sobressaem, desse modo, as fugas, as revelações de incompletudes, frustrações, autopiedade, sensações de finitude e desvalorização no que pode ser chamado “Self familiar”. Há rasgos de “vazios emocionais”, caracterizados pela desrealização, despersonalização dos membros, e toda a agenda das pessoas da casa se modifica. Revolta e medo predominam. Entretanto, nenhum desses aspectos essenciais desta disfuncionalidade familiar é bem observado, porque são camuflados pelo sentimento de que o dependente está sendo acompanhado em sua doença e pela idéia de que a família luta com desespero para tirá-lo dessa condição. É a Co-dependência em ação.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
As raízes do vício
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| Faculdades de Medicina dos EUA criam programas de residência para estudar a relação entre vício e a química do cérebro THE NEW YORK TIMES Há um debate antigo sobre o alcoolismo: é problema na cabeça do sofredor – algo que pode superar a terapia da força de vontade, espiritualidade e diálogo, talvez – ou é uma doença física, que precisa de tratamento médico contínuo da mesma forma que exigem diabete ou epilepsia? Cada vez mais o estabelecimento médico está se sobrepondo ao último diagnóstico. Nas evidências mais recentes, dez faculdades de medicina nos Estados Unidos apresentaram os primeiros programas de residência credenciados so bre a medicina do vício, nos quais médicos que concluíram a faculdade de Medicina e a residência primária poderão passar um ano estudando a relação entre o vício e a química do cérebro. “Este é o primeiro passo rumo ao reconhecimento, respeito e rigor à me dicina do vício”, disse David Withers, que supervisiona o novo programa de residência no Centro de Tratamento de Dependência de Álcool e Entorpecentes Marworth, em Waverly, Pensilvânia. Dependência Médica relata dificuldade para tratar pacientes Christine Pace, de 31 anos, formada pela Faculdade de Medicina de Harvard, é a primeira residente da medicina do vício no Centro Médico da Universidade de Boston. Ela se interessou pelo assunto na adolescência, quando trabalhou como voluntária em uma organização de tratamento da aids e ouvia viciados em heroína reclamarem dos médicos que não podiam ou não queriam ajudá-los. Neste ano, quando se tornou médica interna de uma clínica de metadona em Boston, ela ficou consternada ao descobrir que as reclamações não mudaram. “Vi médicos repetidas vezes deixando isso de lado, apenas chamando um assistente social para lidar com pacientes que lutam contra o vício”, conta Pace. Um de seus pacientes é Derek Anderson, 53 anos, que credita ao medicamento Suboxone – e também a um clínico-geral que reconheceu há seis anos seus sinais de vício – a ajuda a largar seu vício em heroína que tem há 35 anos. “Eu costumava ir a clínicas de desintoxicação repetidas vezes”, disse ele. Mas o Suboxone “faz com que eu não tenha a dependência diária, que te consome e te engole como um peixe na água. Agora eu consigo trabalhar, cuidar da minha filha, pagar meu aluguel, tudo que eu não conseguia fazer quando usava a droga”. O objetivo dos programas de residência, que começaram no dia 1.º de julho com 20 alunos de várias faculdades, é estabelecer a medicina do vício como padrão especialmente com as linhas de pediatria, oncologia e dermatologia. Os residentes tratarão os pacientes com uma série de vícios: álcool, drogas, remédios controlados, nicotina e muito mais – e o estudo da química do cérebro envolvida e o papel da hereditariedade. “Antigamente, a especialidade estava muito mais voltada para os psiquiatras”, diz Nora D. Volkow, neurocientista encarregada do Instituto Nacional de Abuso de Drogas. “É uma falha do nosso programa de treinamento”. Ela considera a falta de educação so bre o abuso de substâncias entre os mé dicos em geral “um problema muito sério”. A reconsideração do vício como pa tologia em vez de uma doença estritamente psicológica começou há cerca de 15 anos, quando pesquisadores descobriram via exames de alta ressonância que o vício das drogas resultou em alterações físicas do cérebro. Munidos dessa informação, “o tratamento dos pacientes com vício torna-se bem mais parecido com o tratamento de outras doenças crônicas, como asma, hipertensão ou diabete”, afirma Da niel Alford, que supervisiona o programa no Centro Médico da Universidade de Boston. “É difícil curar necessariamente as pessoas, mas certamente você pode controlar o problema ao ponto de elas poderem viver bem com uma combinação de remédios e terapia.” A essência do entendimento do vício como doença física é a crença de que o tratamento deve ser contínuo para evitar a recaída. Assim como ninguém espera que um paciente seja curado após seis semanas de dieta e administração de insulina, argumenta Alford, não faz sentido esperar que a maioria dos viciados em drogas seja curada depois de 28 dias em uma clínica de desintoxicação. “Não é surpresa para nós agora que quando você interrompe o tratamento, as pessoas têm recaída”, diz ele. “Isso não significa que o tratamento não funciona, apenas significa que é preciso continuar o tratamento”. Essas alterações físicas no cérebro também poderiam explicar por que alguns fumantes ainda desejam o cigarro depois de 30 anos sem fumar, observa Alford. Se a ideia do vício como doença crônica demorou em entrar no círculo da medicina, deve ser porque os médicos às vezes relutem em entender o funcionamento do cérebro, reitera Volkow. “Embora seja muito simples entender uma doença do coração (o coração é muito simples, é apenas um músculo), é muito mais complexo entender o cé rebro.” O aumento do interesse na medicina do vício é uma série de novos medicamentos promissores, mais notavelmente a buprenorfina (vendida sob nomes como Suboxone), que provou amenizar os sintomas da abstinência em viciados em heroína e subsequentemente bloquear o desejo do consumo, embora cause efeitos colaterais. Outros medicamentos para o tratamento da dependência do ópio e do álcool também se mostraram promissores. Poucos especialistas em medicina do vício defendem um caminho para recuperação que dependa exclusivamente de remédios, porém. “Quanto mais aprendemos sobre o tratamento do vício, mais percebemos que uma regra não vale para todos”, diz Petros Levounis, encarregado da residência no Instituto do Vício de Nova York no St. Luke’s-Roosevelt Hospital. Igualmente maligna é a ideia de que a psiquiatria ou o programa de 12 passos sejam adequados para curar uma doença com raízes físicas no cérebro. Muitas pessoas que abusam de substâncias não têm problemas psiquiátricos, observou Alford, que acrescenta: “Acho que há absolutamente uma função para os psiquiatras do vício”. Embora cada faculdade tenha desenvolvido sua própria grade curricular, as competências básicas que cada uma procura transmitir são as mesmas. Os re sidentes aprenderão a reconhecer e diagnosticar abuso de substâncias em pacientes, conduzir breves intervenções que apresentam as opções de tratamento e prescrever os medicamentos adequados. Espera-se também que os médicos entendam as implicações le gais e práticas do abuso de substâncias. |
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
O dependente químico é a lata de lixo da família
Família Dependentes da dependência Familiares podem alimentar a dependência química de seus membros sem mesmo saber disso, apenas para - emocionalmente - esconder as próprias psicopatologias e conflitos existenciais Por José Antonio Mariano O dependente químico é a lata de lixo da família. Por mais contundente e até irresponsável que pareça essa afirmação, ela confirma uma realidade que é percebida, na esmagadora maioria das vezes, quando a dependência química (DQ) se instala no lar. Como tudo conflui para a “cura” do dependente, toda a dinâmica da família se ajusta a esta demanda. Sobressaem, desse modo, as fugas, as revelações de incompletudes, frustrações, autopiedade, sensações de finitude e desvalorização no que pode ser chamado “Self familiar”. Há rasgos de “vazios emocionais”, caracterizados pela desrealização, despersonalização dos membros, e toda a agenda das pessoas da casa se modifica. Revolta e medo predominam. Entretanto, nenhum desses aspectos essenciais desta disfuncionalidade familiar é bem observado, porque são camuflados pelo sentimento de que o dependente está sendo acompanhado em sua doença e pela idéia de que a família luta com desespero para tirá-lo dessa condição. |
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