OS DOZE PASSOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
Os doze passos consistem em princípios espirituais que podem ajudar a retirar a compulsão pela bebida.
Primeiro Passo
“Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.”
Quem gosta de admitir a derrota total? A admissão da impotência é o primeiro passo para a libertação; o próprio Senhor Jesus perguntou ao cego: “Que queres que eu te faça? Parecia claro nesta passagem que o cego queria enxergar, mas será que aquela situação de viver como cego não estaria cômoda para ele? Afinal ele como cego poderia pedir esmolas e não precisava trabalhar. Será que você admite sua derrota total? Você admite que você sozinho não consegue controlar o álcool? Que você precisa da ajuda de Deus, e que só Ele pode lhe dar forças para se libertar das garras do álcool?
Ou viver assim como você está vivendo está cômodo demais para você? Afinal sua esposa ou seu esposo estão trabalhando e assumindo todas as suas responsabilidades, e você acha melhor deixar como está porque afinal de contas parar de beber e assumir sua vida é muito difícil para você, e é mais fácil tomar mais um gole e deixar como está. É necessário ter humildade para alcançar a sobriedade; não espere chegar ao fundo do poço.
Será que ele queria mesmo enxergar e ter que enfrentar os desafios da vida, e a vida não é fácil para ninguém, por isso Jesus lhe fez essa pergunta? E hoje você, alcoolista, que está lendo este livro?
Segundo Passo
“Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos a sanidade.”
O alcoolista faz do álcool o seu deus supremo; para alcançar a sobriedade é necessário tirar a droga álcool e colocar Deus no lugar, pois “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Terceiro Passo
“Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que o concebíamos.”
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20).
Quarto Passo
“Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.”
O quarto passo é o começo de uma prática que durará a vida toda. Sintomas comuns da insegurança emocional são a preocupação, o rancor, a auto-piedade e a depressão. O inventário revisa as relações. A importância da minuciosidade.
Quinto Passo
“Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.”
O quinto passo é difícil, porém necessário à sobriedade e à paz de espirito. É o começo da verdadeira afinidade com o homem e com Deus. Perde-se a sensação de isolamento; recebe-se e se dá perdão, aprende-se a humildade; alcançam-se a honestidade e a realidade a respeito de nós mesmos.
Gostaria de ressaltar aqui que o pedido de perdão deve ser feito pessoalmente, porque no meu caso, como eu estava morando em Itajubá, eu escrevi uma carta para meu ex-marido e minha sogra pedindo perdão por tudo que tinha acontecido e admitindo as minhas falhas; e eles encaminharam estas cartas para o processo em que eu pleiteava a guarda da minha filha, e isso me prejudicou um pouco.
Sexto Passo
“Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.”
Estar pronto é de suma importância. A necessidade de tomar medidas. A demora é perigosa. A rebelião pode ser fatal, é quando abandonamos os objetivos limitados e nos encaminhamos para a vontade de Deus para conosco.
Sétimo Passo
“Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.”
Que é a humildade? Que pode significar para nós? O largo caminho rumo à verdadeira liberdade do espirito humano. Uma ajuda indispensável à sobriedade. O valor do esvaziamento do ego. A força que vem da debilidade.
O sétimo passo é a modificação da atitude que permite que nos transportemos em direção a Deus.
Oitavo Passo
“Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.”
O oitavo passo é o começo do fim do isolamento.
Nono Passo
“Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.”
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Ter mente tranqüila é o primeiro requisito para poder julgar acertadamente.
A disposição de arcar com as conseqüências do nosso passado e de nos responsabilizarmos pelo bem-estar dos outros é o espirito do Nono Passo.
Décimo Passo
“Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.”
Admita, aceite e corrija, pacientemente, os defeitos. A ressaca emocional, o rancor, os ressentimentos, o ciúme, a inveja, a autopiedade, o orgulho ferido – todos levaram à garrafa. O autocontrole é o primeiro objetivo seguro contra a mania de grandeza. Olhamos tanto as qualidades quanto as deficiências. Exame dos motivos.
Décimo primeiro Passo
“Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.”
Pedidos diários para compreender a vontade de Deus e para receber a graça a fim de pô-la em prática. São indiscutíveis os resultados efetivos da oração. As recompensas da meditação e da oração.
Décimo segundo Passo
“Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoolistas e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
A alegria de viver é o tema do Décimo segundo Passo. Sua chave é a oração. O dar que não pede recompensa; lembre-se de que Deus mudou a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos. O amor que não tem preço. Os instintos passam a ter seus verdadeiros objetivos.
A compreensão é a chave das atitudes corretas, e a ação correta é a chave para viver bem.
“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8:1).