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domingo, 9 de dezembro de 2012

O álcool não determina a vida de ninguém


Muito é falado sobre como uma pessoa pode se tornar alcoolista, porém, o fato é que não se pode rotular a situação. Na verdade é todo um contexto que colabora para que o alcoolismo se desencadeie, ou seja, soma-se um acontecimento às predisposições familiares (genéticas), o meio em que esse indivíduo viveu principalmente na infância e adolescência, a base educacional que teve em família, assim como exemplos dos pais.

Como o álcool é uma droga lícita, acabam por confundirem com algo inofensivo à saúde, por incrível que possa parecer, mas é assim. Então se no ambiente familiar houver um controle da bebida e não ser um facilitador dela, as mesmas chances de um adulto vir a ser um alcoolista diminuem sensivelmente, pois num momento de dificuldade ou estresse que este indivíduo esteja passsando (quer seja perda de 
emprego, divórcio, perda de um ente querido), ele buscará uma outra alternativa que não seja o álcool e para relaxar, ter prazer ou mesmo evitar algum tipo de dor.



Pode parecer pouco, mas é assim mesmo que se evita uma possível dependência. Creio que a família, nesse ponto, desempenha um fator muito importante.


Do meu ponto de vista (e isso quero dizer que é uma forma pessoal minha de pensar e atuar) as pessoas tem determinadas crenças e essas crenças acabam por determinar a vida que essa pessoa possa vir a ter. Por exemplo: meu pai bebia, logo beberei também e terei problemas com a bebida e serei um alcoólatra (alcoolista).. ou não meu pai bebia, logo ficarei longe da bebia para que não venha a ter os mesmos problemas que eles teve pois vai depender das características de cada um. Conhecemos casos de irmãos que tiveram visões diferenciadas, como as que citei agora. Aí é que vêm a crença e onde a terapia irá atuar e ajudar. Posso até ter uma predisposição genética (tendência 
familiar) que poderá até prever que poderei ter esse problema, mas sou eu quem determina sobre a minha vida. É essa força que na terapia vamos desencadear para que o individuo possa sobrepujar essa doença.


Há estudos científicos em que colocam-se grupos com medicação e um deles recebe placebo (que é uma substância inerte) e mesmo assim os resultados são bons, ou seja, apresentam melhoras consideráveis (redução substancial no consumo de álcool). Podemos perceber nesse momento o quanto o grau de sugestionabilidade das pesssoas e a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos.
Daí, novamente podemos dizer que

a expectativa de melhorar depende da crença a respeito do que irá acontecer, e o quanto esse pensamento é fundamental e determinante para o sucesso do processo. Mesmo assim, claro, o uso do medicamento tem um papel muito importante.

É bom reforçar que o 
trabalho conjunto


de medicamento e aconselhamento é fundamental, ficando comprovada a eficácia. O Resultado obtido poderá ser excelente à medida que o indivíduo tome a iniciativa e procure o tratamento. Esse primeiro passo deve e tem que ser dele, ou seja, aquela força interna e a crença em sair disso é que impulsionarão ao sucesso.

Aliás, esse cuidado também deve ser extensivo aos familiares, pois uma vez instalada a questão, todos adoecem e devem ser tratados e amparados.

Martha Daúd é psicóloga especialista em depressão, síndrome do pânico e afins, em adolescentes, adultos e " melhor idade".


domingo, 2 de dezembro de 2012

NO ÚTERO MATERNO


          Numa sessão de terapia, quando eu estava fazendo uma regressão e voltei ao útero materno, senti que  minha mãe estava passando por dificuldades; naquele momento foi como se eu estivesse perdendo todas as minhas forças,  como se eu estivesse morrendo; e quando a psicóloga me perguntou o que eu estava sentindo eu respondi  com uma voz muito fraca: eu estou sumindo, eu estou sumindo. Imediatamente ela me chamou à realidade, e foi então que perguntei para minha mãe sobre a minha gestação, e ela confirmou que ela quase me perdeu durante uma briga com meu pai (do livro Vencendo o Alcoolismo...de minha autoria).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Efeitos agudos, crônicos e efeitos adversos da maconha



Efeitos Agudos
• Ansiedade e pânico, especialmente em usuários iniciais
• Prejuízos em atenção, memoria e no desempenho psicomotor 
durante a intoxicação.
• Possível aumento do risco de acidente se a pessoa dirige um 
automóvel sob efeito da maconha, especialmente se a maconha for 
usada junto com o álcool
• Risco aumentado para sintomas psicóticos entre aqueles indivíduos 
vulneráveis pela historia pessoal ou familiar
Efeitos Crônicos
• Bronquite crônica e alterações histopatológicas que podem ser 
precursores para o desenvolvimento de doença maligna (câncer)
• Síndrome de Dependência de Maconha, caracterizada por 
incapacidade de parar ou controlar o uso da cannabis
• Prejuízos de memoria e atenção que permanecem enquanto o 
usuário fica cronicamente intoxicado, e que podem ou não ser 
reversíveis apos abstinência prolongada.
Possíveis Efeitos 
Adversos (a serem confirmados)
• Aumento do risco de cânceres na cavidade oral, faringe e esôfago. 
Leucemia entre recém-nascidos expostos no útero
• Problemas no desempenho escolar em adolescentes e baixa 
produtividade em adultos em profissões que requerem auto nível de 
desempenho cognitivo
Grupo com maior risco para apresentação de efeitos adversos
• Adolescentes com historia de baixo rendimento escolar, que 
começaram a usar maconha no inicio da puberdade, apresentam 
maior risco de usar outras drogas ilícitas ou de se tornarem 
dependentes de maconha
Adaptado de Hall & Solowij, 1998