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domingo, 9 de dezembro de 2012

O álcool não determina a vida de ninguém


Muito é falado sobre como uma pessoa pode se tornar alcoolista, porém, o fato é que não se pode rotular a situação. Na verdade é todo um contexto que colabora para que o alcoolismo se desencadeie, ou seja, soma-se um acontecimento às predisposições familiares (genéticas), o meio em que esse indivíduo viveu principalmente na infância e adolescência, a base educacional que teve em família, assim como exemplos dos pais.

Como o álcool é uma droga lícita, acabam por confundirem com algo inofensivo à saúde, por incrível que possa parecer, mas é assim. Então se no ambiente familiar houver um controle da bebida e não ser um facilitador dela, as mesmas chances de um adulto vir a ser um alcoolista diminuem sensivelmente, pois num momento de dificuldade ou estresse que este indivíduo esteja passsando (quer seja perda de 
emprego, divórcio, perda de um ente querido), ele buscará uma outra alternativa que não seja o álcool e para relaxar, ter prazer ou mesmo evitar algum tipo de dor.



Pode parecer pouco, mas é assim mesmo que se evita uma possível dependência. Creio que a família, nesse ponto, desempenha um fator muito importante.


Do meu ponto de vista (e isso quero dizer que é uma forma pessoal minha de pensar e atuar) as pessoas tem determinadas crenças e essas crenças acabam por determinar a vida que essa pessoa possa vir a ter. Por exemplo: meu pai bebia, logo beberei também e terei problemas com a bebida e serei um alcoólatra (alcoolista).. ou não meu pai bebia, logo ficarei longe da bebia para que não venha a ter os mesmos problemas que eles teve pois vai depender das características de cada um. Conhecemos casos de irmãos que tiveram visões diferenciadas, como as que citei agora. Aí é que vêm a crença e onde a terapia irá atuar e ajudar. Posso até ter uma predisposição genética (tendência 
familiar) que poderá até prever que poderei ter esse problema, mas sou eu quem determina sobre a minha vida. É essa força que na terapia vamos desencadear para que o individuo possa sobrepujar essa doença.


Há estudos científicos em que colocam-se grupos com medicação e um deles recebe placebo (que é uma substância inerte) e mesmo assim os resultados são bons, ou seja, apresentam melhoras consideráveis (redução substancial no consumo de álcool). Podemos perceber nesse momento o quanto o grau de sugestionabilidade das pesssoas e a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos.
Daí, novamente podemos dizer que

a expectativa de melhorar depende da crença a respeito do que irá acontecer, e o quanto esse pensamento é fundamental e determinante para o sucesso do processo. Mesmo assim, claro, o uso do medicamento tem um papel muito importante.

É bom reforçar que o 
trabalho conjunto


de medicamento e aconselhamento é fundamental, ficando comprovada a eficácia. O Resultado obtido poderá ser excelente à medida que o indivíduo tome a iniciativa e procure o tratamento. Esse primeiro passo deve e tem que ser dele, ou seja, aquela força interna e a crença em sair disso é que impulsionarão ao sucesso.

Aliás, esse cuidado também deve ser extensivo aos familiares, pois uma vez instalada a questão, todos adoecem e devem ser tratados e amparados.

Martha Daúd é psicóloga especialista em depressão, síndrome do pânico e afins, em adolescentes, adultos e " melhor idade".


domingo, 2 de dezembro de 2012

NO ÚTERO MATERNO


          Numa sessão de terapia, quando eu estava fazendo uma regressão e voltei ao útero materno, senti que  minha mãe estava passando por dificuldades; naquele momento foi como se eu estivesse perdendo todas as minhas forças,  como se eu estivesse morrendo; e quando a psicóloga me perguntou o que eu estava sentindo eu respondi  com uma voz muito fraca: eu estou sumindo, eu estou sumindo. Imediatamente ela me chamou à realidade, e foi então que perguntei para minha mãe sobre a minha gestação, e ela confirmou que ela quase me perdeu durante uma briga com meu pai (do livro Vencendo o Alcoolismo...de minha autoria).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Efeitos agudos, crônicos e efeitos adversos da maconha



Efeitos Agudos
• Ansiedade e pânico, especialmente em usuários iniciais
• Prejuízos em atenção, memoria e no desempenho psicomotor 
durante a intoxicação.
• Possível aumento do risco de acidente se a pessoa dirige um 
automóvel sob efeito da maconha, especialmente se a maconha for 
usada junto com o álcool
• Risco aumentado para sintomas psicóticos entre aqueles indivíduos 
vulneráveis pela historia pessoal ou familiar
Efeitos Crônicos
• Bronquite crônica e alterações histopatológicas que podem ser 
precursores para o desenvolvimento de doença maligna (câncer)
• Síndrome de Dependência de Maconha, caracterizada por 
incapacidade de parar ou controlar o uso da cannabis
• Prejuízos de memoria e atenção que permanecem enquanto o 
usuário fica cronicamente intoxicado, e que podem ou não ser 
reversíveis apos abstinência prolongada.
Possíveis Efeitos 
Adversos (a serem confirmados)
• Aumento do risco de cânceres na cavidade oral, faringe e esôfago. 
Leucemia entre recém-nascidos expostos no útero
• Problemas no desempenho escolar em adolescentes e baixa 
produtividade em adultos em profissões que requerem auto nível de 
desempenho cognitivo
Grupo com maior risco para apresentação de efeitos adversos
• Adolescentes com historia de baixo rendimento escolar, que 
começaram a usar maconha no inicio da puberdade, apresentam 
maior risco de usar outras drogas ilícitas ou de se tornarem 
dependentes de maconha
Adaptado de Hall & Solowij, 1998

sábado, 25 de agosto de 2012

USO DE MACONHA NO BRASIL

II LENAD -  Levantamento Nacional de Álcool e Drogas: O Uso de Maconha no Brasi

domingo, 15 de julho de 2012

Jovens são internados por uso de álcool e droga


Por dia, 21 jovens são internados por uso de álcool e droga , Fernanda Aranda

Entre janeiro e maio deste ano, todos os dias, 21 pessoas com menos de 19 anos foram internadas por transtornos mentais acarretados pelo abuso de álcool e drogas.
O levantamento, dados do Ministério da Saúde, mostra que este tipo de internação é crescente no País. Em dois anos, foi registrado um aumento de 29,5% nestas hospitalizações. Os meninos são maioria com 75,6%, e a faixa etária mais vulnerável é a entre 15 e 19 anos.
Na tentativa de mudar o curso da dependência precoce brasileira, a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo de São Paulo lançaram dois planos de ação que mudam a abordagem governamental.
No Estado paulista, o governo encaminhou um projeto de lei para aumentar o rigor de fiscalização em bares, restaurantes e outros comércios que vendem bebida alcoólica a menores de 18 anos. O estabelecimento infrator pode receber multas e interdição.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ALCOOLISMO FEMININO

EM BREVE LIVRO ALCOOLISMO FEMININO POR JUSSARA ANTUNES....


Olhe para mim. Por favor, me veja.
Não minhas roupas ou unhas curtas
Ou minha face descuidada.
Abra seu coração de modo a ver o meu.
Não estou lhe pedindo para concordar com,
Ou compreender tudo o que vê,
Pois nem mesmo eu faço isso.
Apenas olhe para o que está realmente aqui

             E permita ser (Peg Hoddinott )

    

segunda-feira, 9 de julho de 2012

GRUPO VIDA: SOCIEDADE

GRUPO VIDA: SOCIEDADE: COMO FALAR AOS JOVENS  SOBRE DROGAS Nos dias de hoje, o adolescente recebe um bombardeio de informações através dos meios de co...

domingo, 8 de julho de 2012

SOCIEDADE


COMO FALAR AOS JOVENS SOBRE DROGAS

Nos dias de hoje, o adolescente recebe um bombardeio de informações através dos meios de comunicação, que o deixam inteirado de tudo o que se passa ao seu redor.
Ao se falar em droga, certamente vamos despertar sua curiosidade, que deve ser utilizada para a formação de conceitos sadios e exatos sobre as drogas e as desvantagens de seu uso.
Pais e professores, devem, através de orientação segura e sem nenhum alarme, criar a condição necessária para que o adolescente se torne refratário aos assédios de maus amigos e traficantes.


terça-feira, 3 de julho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dez anos depois de implementar lei de fechamento de bares, Diadema reduz homicídios em 90% Agência Brasil


Bruno Bocchini e Flávia Albuquerque
Repórteres da Agência Brasil
São Paulo – Dez anos depois de implementar a Lei 2.107/02, que ficou conhecida como Lei de Fechamento de Bares, a cidade de Diadema, na Grande São Paulo, registrou uma redução na taxa de homicídios de 90,74%. Apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das dez melhores políticas públicas de combate ao consumo de álcool, a lei, junto com outras políticas públicas, foi determinante para a diminuição no número de homicídios em Diadema. A cidade em 1999 tinha a maior taxa de assassinatos do estado de São Paulo,102,8 mortes para cada 100 mil habitantes e, em 2011, reduziu esse índice para 9,52 para cada 100 mil habitantes.
“A gente tinha um diagnóstico de que os homicídios ocorriam das 23h às 4h da manhã e que tinham uma intercorrência muito grande com episódios em bares. Fizemos um corte radical de fechar os bares. Mas não foi só isso, a lei estava dentro de um plano municipal. Intensificamos as políticas para adolescentes, para mulheres, as políticas de educação”, conta a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que era secretária de Defesa Social de Diadema quando a lei foi implementada.
Regina explica que a legislação foi precedida de um amplo diagnóstico das causas dos homicídios na cidade e que a replicação da lei em outras cidades pode não produzir os mesmos resultados. “Temos de criar leis para cada situação. Diadema necessitava dessa lei, mas eu creio que outras cidades talvez não necessitem. Não posso dizer que uma lei nacional para fechar bares traria resultado”, diz.
Segundo a prefeitura, a maioria dos assassinatos na cidade, antes da aplicação da lei, ocorriam a partir de brigas, acertos de contas e por débito no tráfico de drogas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem 386 mil habitantes.
“O grande mérito da lei de Diadema foi a forma como ela foi construída e implementada. Foi feita a partir de um trabalho de discussão com a sociedade. Outro mérito é que ela foi de fato aplicada. A fiscalização foi e é constante”, diz Carolina Mattos Ricardo, coordenadora de Gestão da Segurança Pública do Instituto Sou da Paz .
Carolina diz que a lei não teria produzido sozinha resultados positivos. Ela destaca a implementação de outras políticas públicas que, em conjunto com a nova legislação, fez reduzir a taxa de homicídios. “Diadema foi uma das cidades onde mais se recolheu armas de fogo em 2004 e 2005. Não é só a lei sozinha, houve um investimento forte em melhoria da polícia, empráticas preventivas e outras ações”.
Entre as diversas políticas públicas de segurança implantadas na cidade estão a criação do Centro Integrado de Videomonitoramento, o Serviço de Mediação de Conflitos e três planos Municipais de Segurança, o último lançado em novembro de 2011, que tem como meta, para os próximos cinco anos, estabilizar a taxa de homicídios em um dígito por grupo de 100 mil habitantes.
A polícia utiliza de seis a 15 agentes e de três a oito fiscais da prefeitura para monitorar a aplicação da lei na cidade, que tem cerca de 30 quilômetros quadrados. Desde 2002, foram fechados 32 estabelecimentos que descumpriam a legislação e notificados cerca de 3 mil.

Em breve livro Alcoolismo Feminino de Jussara Antunes...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Estudo britânico aponta que maconha é mais nociva que tabaco -


Gazeta Online
Há quem duvide, mas a maconha é tão prejudicial à saúde quanto o tabaco. E, dependendo da quantidade consumida, até mais. Mas muita gente ainda acredita que a droga não causa tantos malefícios assim, como aponta a pesquisa feita recentemente pela Fundação Britânica do Pulmão (BLF, na sigla em inglês).
Eles ouviram cerca de mil pessoas e constataram que um terço dos entrevistados acredita que essa droga nem causa danos à saúde. Um resultado alarmante, de acordo com os médicos especialistas, já que a maconha causa câncer, danos à libido sexual e ainda pode antecipar uma esquizofrenia.
"Mesmo com todas as químicas usadas durante a produção do cigarro de tabaco, o de maconha ainda consegue ser mais danoso à nossa saúde, ainda mais se for considerada a quantidade que se fuma. O malefício de um baseado pode ser comparado com o dano provocado por um maço inteiro de cigarro comum", alerta o médico João Chequer, especialista em dependência química de álcool e outras drogas.
Quantidade
No cigarro de maconha, encontra-se cinco
 vezes mais monóxido de carbono e quatro vezes mais alcatrão, segundo o estudo levantado pelo BLF, do que no de tabaco. Além disso, ao se fumar a maconha, a inalação da fumaça é bem mais profunda, se comparada com a inalação do outro cigarro. Esse contato mais prolongado potencializa a intoxicação.
"Além de bronquite, tuberculose e câncer de pulmão, a maconha ainda pode atrofiar os testículos e os ovários, reduzir a libido e causar esterilidade masculina e feminina. Em casos mais extremos, até antecipar a esquizofrenia de quem tem tendência à doença", frisa Chequer. Dados
Mesmo com todos esses riscos à saúde, o reconhecimento desses malefícios ainda é pequeno
 por parte da população. A mesma pesquisa feita pela BLF apontou que 88% dos entrevistados pensavam que o tabaco seria mais prejudicial que a maconha, sendo que é o oposto.
O desconhecimento ainda é maior entre os jovens, principalmente os que têm até 35 anos de idade. O estudo mostrou que 40% deles acreditam que maconha não faz mal algum ao organismo.
Os malefícios Doenças do pulmão.

Assim como o cigarro feito de tabaco, a maconha também causa câncer de pulmão, tuberculose e demais complicações respiratórias Mais tóxico
O cigarro de maconha tem cinco
 vezes mais monóxido de carbono e quatro vezes mais alcatrão do que o cigarro de tabaco
Exposição ao uso
Além disso, uma tragada do cigarro de maconha mantém a fumaça por muito mais tempo preso no organismo em comparação à do cigarro comum Quantidade
Por esse motivo, acredita-se que um cigarro de maconha tenha o mesmo grau tóxico que um maço inteiro, com 20 cigarros de tabaco
Esterilidade
Além de cancerígena, a maconha ainda pode causar esterilidade, principalmente nos homens. A droga também atrofia testículos e ovários, além de reduzir a libido Esquizofrenia
O uso dessa droga também pode disparar a esquizofrenia em pessoas com tendência a ter a doença
Estudo de Londres
O desconhecimento dos malefícios da maconha foram apresentados pela Fundação Britânica do Pulmão (BLF, na sigla em inglês), que ouviu cerca de mil pessoas, em pesquisa recente
88% dos entrevistados disseram à Fundação Britânica do Pulmão que o tabaco é mais prejudicial.
40% com até 35 anos acreditam e defendem que a maconha não é prejudicial à saúde.
Fonte: A Gazeta

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ORAÇÃO DA SERENIDADE


 Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária 
para aceitar as coisas que não podemos modificar, 
Coragem para modificar aquelas que podemos, 
e Sabedoria para distinguir umas das outras

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dependentes químicos abandonam tratamento em 77% das internações


Estudo foi feito em 2011 com seis comunidades que atenderam 500 pessoas.
Apesar de elevado, índice caiu em relação a 2010, quando atingiu 95%.
Do G1 Araraquara e Região
Um levantamento do Conselho Municipal Antidrogas (Comad), de Araraquara (SP), revela que 77% dos dependentes químicos não conseguem finalizar o tratamento que dura nove meses. Apesar de elevado, o índice registrado é menor que em 2010, quando atingiu 95%. Com esses dados, o conselho prende traçar novas estratégias para que mais pessoas consigam terminar o tratamento.
A pesquisa foi feita de janeiro a dezembro de 2011. Foram ouvidas seis comunidades terapêuticas, que atenderam mais de 500 pessoas no período. O levantamento mostra ainda que a maioria dos internos tinha entre 25 e 27 anos.

sábado, 26 de maio de 2012

Mulheres alcoólatras aprendem a consumir bebidas com as mães


As mulheres alcoolistas são ao mesmo tempo vítimas e agressoras na violência doméstica. A conclusão é de um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que envolveu 62 mulheres com cerca de 40 anos, sendo 32 delas alcoólatras. O estudo também mostra que essas famílias eram desestruturadas e que as meninas aprendem com as mães a usar o álcool para resolver seus problemas diários. Bol_2624_A Mulheres alcoolistas: vítimas e agressoras em casos de violência doméstica. A psicóloga Ana Beatriz avaliou em sua pesquisa de doutorado não só as mulheres, bem como suas famílias e aquelas em que elas e suas mães cresceram. Em seguida, analisou como as três gerações se relacionavam dentro de casa.


EM BREVE LIVRO .... ALCOOLISMO FEMININO...

sábado, 12 de maio de 2012

BEBIDAS ALCOÓLICAS MÍDIA


 Efeitos das propagandas de bebidas alcoólicas são cumulativos...
Influência: a avaliação que as pessoas fazem sobre o seu consumo (atitude), os riscos implicados, o grau de aceitação social
Propagandas:Reforçam as atitudes positivas frente ao álcool e ao seu consumo 


domingo, 6 de maio de 2012

O Álcool é uma droga depressora do Sistema Nervoso Central...



   “Palavras do rei Lemuel de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe.
-          Que te direi,  filho meu?
Ó  filho do meu ventre?
Que te direi,  ó filho dos meus votos?
-          Não é próprio dos Reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho nem dos príncipes desejar bebida forte.
Para que não bebam e se esqueçam da lei, e pervertam o direito dos aflitos,
-          Daí bebida forte aos que perecem
E vinho, aos amargurados de espírito;
-          Para que bebam e se esqueçam da sua pobreza,
     e de suas fadigas não se lembrem mais.
PROVÉRBIOS 3:1-7


Em Breve ...Livro Alcoolismo Feminino...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Câmara aprova projeto que endurece Lei Seca e eleva multa para até R$ 3,8 mil


Jornal O Estado de S. Paulo
Texto, que ainda precisa ser aprovado no Senado, prevê uso de vídeos e testemunhos como prova
Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
SÃO PAULO - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 11, um projeto que amplia a possibilidade de provas de condução de veículo sob efeito de álcool no âmbito da lei seca. A proposta ainda dobra o valor da multa e eleva para R$ 3,8 mil a penalização no bolso em caso de reincidência dentro de 12 meses. O projeto segue para o Senado Federal.
A votação na Câmara foi uma reação à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no mês passado, de que só é possível punir o motorista se houver comprovação do consumo de álcool por meio de exame de bafômetro ou de sangue. Como ninguém pode ser obrigado a promover provas contra si, a lei seca ficou inviabilizada com a posição do judiciário.
A intenção do texto aprovado na Câmara é permitir que condutores que se recusarem a fazer estes testes também possam ser enquadrados e punidos criminalmente. A proposta prevê o uso de vídeos, prova testemunhal e "outros meios de prova em direito admitidos" como forma de comprovar a condução de veículo com a "capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência".
Em relação à multa para quem dirigir embriagado, o valor sobe de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. A multa pode chegar a R$ 3.830,80 em caso de reincidência em um período de doze meses. A Câmara optou por não discutir possível aumento de pena porque isso poderia inviabilizar a votação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a votação. Para ele, a mudança é importante para fortalecer a lei seca. "Apertar a lei seca e a fiscalização pode salvar vidas e reduzir o número de pessoas que ficam com deficiência por causa de acidentes". Ele destacou ainda que a mudança permitirá que o crime de dirigir embriagado seja analisado como qualquer outro crime.
Ele destacou que em 2010 foram 45 mil os brasileiros que perderam a vida devido a acidentes de trânsito, boa parte deles provocados por condutores sob efeito do álcool. Afirmou ainda que pesquisa do ministério mostra queda no número de motoristas que afirmam dirigir após beber caiu consideravelmente após a lei seca.
No debate na Câmara foi retirada do texto a possibilidade expressa de se usar fotografia como prova. O líder do DEM, ACM Neto (BA), foi quem pediu a alteração. No entanto, a manutenção do termo "outros meios de prova" pode permitir a utilização de imagens.
O relator do projeto, Edinho Araújo (PMDB-SP), destaca que com a mudança na legislação o uso do bafômetro ou a realização de um exame de sangue passa a ser uma possibilidade de defesa do condutor. "Isso tudo agora vira uma contraprova para se evitar um eventual abuso de autoridade". Para ele, ao permitir que o motorista tenha como provar não estar sob efeito de álcool evita-se o temor de que a lei dê poderes excessivos a agentes de trânsito

terça-feira, 10 de abril de 2012

A bebida alcoólica e a Biblia


"O que diz a Bíblia sobre o consumo de bebidas alcoólicas/vinho?"
Vários versículos encorajam as pessoas a que se mantenham longe do álcool (Levítico 10:9; Números 6:3; Deuteronômio 14:26; 29:6; Juízes 13:4,7,14; I Samuel 1:15; Provérbios 20:1; 31:4,6; Isaías 5:11,22; 24:9; 28:7; 29:9; 56:12; Miquéias 2:11; Lucas 1:15). Entretanto, as Escrituras não necessariamente proíbem que um cristão beba cerveja, vinho ou qualquer outra bebida alcoólica. Aos cristãos se ordena que evitem a embriaguez (Efésios 5:18). A Bíblia condena a embriaguez e seus efeitos (Provérbios 23:29-35). Aos cristãos também se ordena que não permitam que seus corpos sejam “controlados” por coisa alguma (I Coríntios 6:12, II Pedro 2:19). As Escrituras também proíbem que os cristãos façam qualquer coisa que possa ofender outros cristãos ou que possa encorajá-los a pecar contra sua consciência (I Coríntios 8:9-13). À luz desses princípios, seria extremamente difícil para um cristão dizer que esteja consumindo bebidas alcoólicas para a glória de Deus (I Coríntios 10:31).

Jesus transformou a água em vinho. E em algumas ocasiões, muito provavelmente bebeu vinho (João 2:1-11; Mateus 26:29). No tempo do Novo Testamento, a água não era muito limpa. Sem as modernas conquistas no campo sanitário, a água era cheia de bactérias, vírus e todos os tipos de impurezas (o que ainda acontece na maioria dos países de terceiro mundo). Como resultado, freqüentemente as pessoas bebiam vinho (ou suco de uva), pois era muito mais improvável que estas bebidas estivessem contaminadas. Em I Timóteo 5:23, Paulo instruiu Timóteo a parar de beber água (que provavelmente estaria causando seus problemas estomacais) e ao invés, beber vinho. Na Bíblia, a palavra grega para vinho é a mais corriqueira. Naqueles dias, o vinho era fermentado, mas não tanto quanto hoje. É incorreto dizer que era suco de uva, mas também é incorreto dizer que era o mesmo vinho que usamos hoje em dia. Repetindo, as Escrituras não necessariamente proíbem que os cristãos bebam cerveja, vinho ou qualquer outra bebida alcoólica. O álcool em si não é pecaminoso. Mas é da bebedeira e do vício do álcool que o cristão deve se afastar (Efésios 5:18; I Coríntios 6:12). Entretanto, na Bíblia há princípios que fazem difícil que se aceite que o consumo de bebidas alcoólicas pelo cristão, em qualquer quantidade, agrade a Deus.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

As raízes do vício


Faculdades de Medicina dos EUA criam programas de residência para estudar a relação entre vício e a química do cérebro
 THE NEW YORK TIMES
Há um debate antigo sobre o alcoolismo: é problema na cabeça do sofredor – algo que pode superar a terapia da força de vontade, espiritualidade e diálogo, talvez – ou é uma doença física, que precisa de tratamento médico contínuo da mesma forma que exigem diabete ou epilepsia? Cada vez mais o estabelecimento médico está se sobrepondo ao último diagnóstico.
Nas evidências mais recentes, dez faculdades de medicina nos Estados Unidos apresentaram os primeiros programas de residência credenciados so bre a medicina do vício, nos quais médicos que concluíram a faculdade de Medicina e a residência primária poderão passar um ano estudando a relação entre o vício e a química do cérebro.
“Este é o primeiro passo rumo ao reconhecimento, respeito e rigor à me dicina do vício”, disse David Withers, que supervisiona o novo programa de residência no Centro de Tratamento de Dependência de Álcool e Entorpecentes Marworth, em Waverly, Pensilvânia.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Segundo Passo Recuperação da Dependencia Quimica


Após quebrar todas essas negações/mecanismos de defesa, nós temos que dar um segundo passo, que é justamente um passo relacionado com a auto-estima.


Não sei se vocês já perceberam que nos passos de A.A. / N.A., eles promovem o dependente e o familiar. Por que o familiar deixou ter nome, não é? Não é mais fulano de tal ou o cicrano de tal, é aquela louca mãe de fulano. O D.Q. deixou de ter nome: é o pipador, o bombeiro, o nóia, o pudim de cachaça... Ele deixou de ter nome, na rua quem bebe, bebe porque é sem vergonha; quem se droga se droga por que é marginal, essa é a nossa realidade. Dentro dos passos de AA / NA existe uma promoção.

O segundo passo diz: Viemos a acreditar que um poder maior do que nós poderia devolver-me a sanidade, ou a saúde. Nós só podemos devolver a saúde para quem? Para quem não há tem, quem não tem saúde é um doente, isso faz parte da sabedoria popular. Em 1935 a organização americana de saúde considerou o alcoolismo como doença, em 1977 a OMS (organização mundial saúde) considerou a dependência química como doença, dependência de outras substâncias que alteram uma ou mais funções no cérebro.

Então 30 anos antes da medicina o A.A. entrou com a sabedoria popular, então ele é promovido de sem vergonha para doente, de marginal para doente, de louca para doente. Por que nós não podemos aproveitar essa promoção e agarrar isso de todas as formas para que a gente possa ter um outro direcionamento de vida?

Porque a pergunta que se faz: onde foi que eu falhei para que acontecesse isso comigo? Onde foi que eu errei para que não pudesse controlar o álcool ou a droga? Aí começo a atribuir: bem não consigo controlar porque estão misturando alguma coisa na cachaça, não consegui controlar porque a droga não é pura.

Na realidade é um processo orgânico, chamado tolerância, esse processo orgânico simboliza o seguinte: hoje para você obter determinado efeito você toma uma dose, amanhã para obter o mesmo efeito você tem que tomar duas doses, depois de amanhã três doses, isso é chamado de tolerância.

No momento em que se instala a dependência a tendência dessa tolerância é de queda. Muitas vezes você vê isso no alcoólatra: ele está trêmulo de manhã, tomou uma... Passa a tremedeira, mas também fica ruim, chapado. Eu conheci pessoas que morreram de over-dose e que não chegaram a usar uma grama de cocaína.

Então existe todo esse processo físico de tolerância, essa tolerância pode ser simbolizada por um pico ascendente de consumo e quando se instala a dependência, a tolerância vai caindo; pois da fase de uso inicial até a instalação da dependência existe o prazer físico, mas a partir do pico mais alto será só a manutenção da dependência, onde o D.Q. vai usar para não experimentar a síndrome de abstinência.

E o que é síndrome de abstinência? É o desconforto causado pela ausência da droga/álcool, podendo variar de insônia, tremores, alucinações até morte neuronal.

E se tratando de uma doença eu tenho que estar atento a questão da auto-estima, não houve falha nenhuma, não houve erro nenhum de minha parte e sim a predisposição orgânica em desenvolver a tolerância pela droga / álcool que culminou com a instalação da dependência. Esse processo é um processo seletivo. Existem estudos científicos que comprovam a existência de um componente genético nesse processo.

Então para isso eu preciso voltar a acreditar num Deus, acreditar em mim, num Deus que eu digo seria um poder superior a nós, porque aí entram também os papéis que nós vivemos dentro da dependência. Nós vivemos um papel muito comum, nós não vivemos o papel de Deus, nós vivemos o papel de irmão de Deus, tanto o D.Q. quanto o familiar; o familiar "chega perto de Deus e bate no ombro de Deus e diz": Deus tira ele do meio daquelas companhias que está levando ele para o buraco; dando conselhos a Deus na cara dura, ou não? O dependente é a mesma coisa, chega perto de Deus e diz: Deus modifica minha mãe, meu pai, modifica fulano, Deus me ajuda arrumar dinheiro, eu estou sem dinheiro para pagar o bar, o traficante; sempre dando conselhos a Deus; tanto o DQ quanto o familiar. É esse o papel que nós temos que abandonar para podermos caminhar com nossas próprias pernas e aí entra o...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os 12 passos e a recuperação.


Os 12 passos e a recuperação.
Primeiro passo

O alco
olista é impotente diante do álcool.

O familiar é impotente diante do seu adicto..., e, além disso, eu (alcoólatra, adicto ou familiar) tenho que perceber que sou impotente não somente diante das coisas, mas também diante da minha família, diante o trânsito, diante dos preços, diante da outra pessoa que trabalha comigo...
Então nesse primeiro passo nós temos que de alguma forma eliminar os mecanismos de defesa.

E que mecanismos são estes? São mecanismos que protegem o nosso eu, porque enquanto o familiar não fizer o primeiro passo, enquanto o adicto, alcoólico não fizer o primeiro passo, o que vai acontecer? Ele vai sempre se perguntar: Onde foi que eu errei para que isso começasse comigo? Onde foi que eu errei para que eu tivesse um familiar usuário de álcool e outras drogas? Onde foi que eu errei? E na realidade não houve erro nenhum.

Hoje existe um capítulo do CID (código internacional doença) que fala somente sobre transtornos mentais provocados por álcool e drogas. Aqui se qualquer médico do Brasil encaminhar um paciente usuário e cocaína para tratar-se no Japão e o médico japonês não conhecer nada da língua portuguesa este medico vai olhar o número da doença classificada no CID e vai tratar como usuário de drogas/cocaína.
Não é uma sem-vergonhice, a sem-vergonhice não trás síndrome de abstinência, eu nunca vi ninguém por sem-vergonhice entrar em delirium tremes, eu nunca vi por sem-vergonhice alguém entrar num quadro compulsivo, então é uma doença física, uma doença mental de fundo emocional, e é uma doença de relacionamento, que dentro dos grupos nós chamamos de doença espiritual.